sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Esperança


Quando chegam as possibilidades, somem os medos, as inseguranças, as dúvidas. Tudo dá lugar à coragem: algo que, de tão essencialmente simples, nos assusta a maior parte do tempo.

Como as chances moldam nossas perspectivas! Quando elas surgem, até os pulmões funcionam melhor.

São mesmo os medos que nos cegam. E nos deprimem.

Mas como substituir os medos por coragens - muitas coragens - em meio à tempestade pesada? Em meio à solidão? Diante do incerto?

É... o incerto nos desestabiliza de uma forma cruel. Ele nunca falha. Mas isso, imagino, é fragilidade de fé. Como o medo.

Não é fácil lidar com nada disso, pois isolados ou unidos, esses sentimentos nos turvam a visão, drenam nossas forças.

Mas quando surgem as possibilidades... ah! Uma que seja, enfim... quando surgem, que lindo que é! Nos vemos tão claramente, tão sinceramente.

Há quem valorize o sofrimento como ferramenta de redenção, mas nada é tão poderoso como tudo que faz bem à nossa alma.

O medo é desastroso, enquanto a esperança é milagrosa. 

Que bendita a força da esperança!

Precisamos aprender a prolongar esse brilho nos olhos que a esperança dá; essa brisa refrigerada que ventila nossas vias respiratórias; essa visão aguçada do que realmente somos capazes.


Precisamos aprender mais com as boas sensações do que aprendemos com as ruins, para que, quem sabe, elas sejam mais recorrentes e definitivamente mais marcantes. 

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