quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Bom, só quando recíproco
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Amor de Paz
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Não caibo nesse mundo
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Contando minutos
Não vejo a hora de percorrer teu rosto com a palma das minhas mãos, como sempre faço, até que as pontas dos meus dedos entrem, devagarinho, por entre os fios dos seus cabelos lisinhos. E então, ficar observando você de olhos fechados, se deixando acariciar, enquanto emaranho minhas mãos em cada fio de cabelo seu, de novo, e de novo, e de novo, lentamente. Até que, de levinho, desça até seus braços, suas costas, seu peito, em movimentos circulares numa espécie de massagem em que as digitais flutuam sobre sua pele. E nesse passeio sem partida, sem chegada, percorro de um ombro a outro até te sentir estremecer de arrepio. Então rirei, como sempre acontece, e te darei beijos espalhados pelo corpo todo. Lábios em um canto de você, mãos espalmadas em outro, como se pudesse te abraçar inteiro e de uma só vez.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Feliz Natal! Feliz Ano-Novo!
Obrigada!
Clique na imagem para vê-la maior.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Ver-te
sábado, 25 de setembro de 2010
Você me ronda
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Eu, me apegar?
sábado, 21 de agosto de 2010
Intimidade
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Afago
Inspiração
terça-feira, 20 de julho de 2010
Hoje, 20 de julho, Dia Mundial do Amigo
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Alguns humanos são assim
Cansa ser de ferro. Cansa ser forte. Cansa ser compreensivo, paciente, amigo. Cansa mesmo ser gente. Porque ser gente custa caro pra alma. Quanto maior a doação, mais gente você se torna; e quanto mais gente, mais abandonado. De fora, as pessoas enxergam a fortaleza que forjaram ao seu redor, esquecendo-se de tudo que se lança mão para amparar o outro as vezes. Porque ninguém é forte o tempo todo, muito menos nos momentos de fraqueza alheia. Mas uma vez forte, corajoso, os olhos ao redor criam um escudo à sua volta que, embora seja lisonjeiro, não é tão real. Você se torna tão autossuficiente diante dos demais que perde o direito de sentir-se como eles. E ser sobrenatural dói. Mas por incrível que pareça, quanto mais se preocupa com os outros, mais mortal se torna. Pena que ninguém nota isso. E quanto mais mortal, mais dores sente, mais carências, mais solidão, mais necessidade de aconchego, compreensão. Mas a falsa casca da valentia recobre tudo isso, e ninguém ousa tocá-la, parece aço. Mal sabem! É uma casca de ovo, um vidro fininho. Então, sem colo, sem abraço, vão acumulando-se os sentimentos mais bobos, mais infantis, todas as inseguranças, até que a vida passe e te ensine a curar suas próprias feridas, em silêncio, isoladamente, sem a chance de ser simplesmente gente - ainda mais frágil e necessitado do que todos aqueles a quem amparou.
Alguns humanos são assim.
Eu, carente
terça-feira, 29 de junho de 2010
"A"
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Aconchego
Aconchegou-me depressa. Não me olhou no rosto para admirar-me, tomou essa decisão antes porque estava realmente disposto, como eu sonhei um dia. E na sintonia maluca de uma paixão apressada, propôs-me um sonho. Não precisou de provas para acreditar-me. Não fez reservas quanto a minha sede de poesia. Aceitou o convite para uma fantasia ainda em formação e desacreditada por tanta gente que cruzou nossos caminhos com coragem de homem e pureza de menino. Tentou, seguindo os impulsos de um coração em busca, e deixou-me tentar, incentivou-me a acreditar. E então aconchegou-me novamente ao olhar nos olhos inúmeras vezes já no primeira contato; ao sorrir-me livre e provocar meu riso; ao aceitar-me de novo, só que agora em novo encontro. Desde então, se dá a chance e me dá uma chance sem medo, sem vergonha, sem insegurança.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Abandono
sexta-feira, 9 de abril de 2010
A maior das vontades
Mais não foi.
Volto pra fila de espera.
Tinha tudo pra ser amor, e um amor daqueles.
Com gosto de aventura,
Com cheiro de pecado,
Com suspiros de cansaço.
Com um pouco de tudo que duas almas jovens anseiam.
Você tinha tudo pra ser o amor que eu tenho urgência.
O amor pra já, de pressa, de carência.
Amor de sede e de fome.
Aquele amor quente de longe e de perto.
Amor de descoberta constante.
De crise de consciência e tudo.
Um amor atemporal,
Daqueles que se vive apenas por um tempo mas não se esquece jamais.
Amor não feito para sempre,
Mas certamente eternizado nessas saudades românticas
que alimentam o espírito quando ficamos velhos.
Você tinha tudo pra ser o cara da vez,
Aquele que quebraria toda a empáfia da minha segurança atual.
Aquele que me faria ansiar por encontros noturnos improvisados,
que acontecem em lugares nada apropriados.
Um amor bem mal planejado, intempestivo, que quebra barreiras.
Amor na medida, de tão errado.
Neste momento, é de um amor assim que eu preciso.
Um amor ousado, uma paixão declaradamente paixão,
Que quebre um pouco das tantas barreiras que eu construí em mim.
Tinha tudo pra ser amor, prazer, calor, adrenalina
e depois despedida.
Pena.
A despedida veio antes.
Ficamos na teoria de uma possível rebeldia,
Da intenção de construir uma fuga só nossa.
De um capítulo de vida que só seria publicado depois que todos se fossem.
Nem sequer começou
Porque de tão utópica, foi vítima da realidade.
E a realidade não é romântica.
Muito menos cega, como pretendíamos.
A realidade não é perfeita como o nosso plano,
Mas é eficiente para o cumprimento de regras chatas.
Ficamos na vontade.
Lembrarei de você como um amor que, sim,
Poderia mesmo ter sido,
Que eu gostaria que tivesse acontecido,
E que seria muito bom. Deixaria marcas.
Mas que a minha atual caretice não comporta, não sustenta.
Resta-me, novamente, a resignação.
E aqui, de volta na fila de espera,
Lembrarei dessa vontade que ficou.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Amar como eu te amei
quarta-feira, 3 de março de 2010
Franqueza tola
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
internALIZo
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Abraçar-te
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
17 de dezembro
Há, mesmo, flores por todos os lados. Mas algumas pessoas são únicas na arte de nos fazer percebê-las
Certas coisas têm um gosto tão especial que elas podem acontecer poucas ou muitas vezes durante a vida; seguidamente ou apenas de tempos em tempos; a sensação é sempre a mesma: inesquecível. Ganhar flores é uma dessas coisas.
Tudo que vem da natureza sugere romance, poesia, pureza. Dizem que a maneira mais limpa de o ser humano renovar suas energias é aprendendo a entrar em contato com a natureza e tirar dela as forças necessárias para seguir. Para isso, basta aprender a admirá-la, a senti-la, a incorporá-la como uma filosofia natural de vida. Poucas pessoas sabem disso ainda, infelizmente, por isso, para repor essas energias a que todos somos tão dependentes, roubam umas das outras, de uma forma errada e muito pesada.
Cada pessoa desenvolve uma forma diferente de tirar do seu semelhante um pouco da energia que precisa pra se manter de pé e ativo. Uns usam de autoritarismo, outros de pressão, outros investem em sentimentos de inferioridade ou humilhação, outros abusam da bondade alheia, enfim, são muitas as formas, conscientes ou não. Mas o ideal mesmo, o mais correto e de valor mais legítimo, é retirar da natureza, numa troca mágica de admiração espontânea, a energia da vida.
Essa troca, quando é aprendida, vai sendo aprimorada ao longo da existência, e cada vez adquirimos uma força vital mais segura, tranqüila e sábia, como a natureza. E também, à medida que avançamos nessa interação fantástica, menos esforço fazemos e mais prazer incorporamos. De repente, dedicar amor, atenção e uma admiração torna-se um hábito natural.
Ganhar flores sugere mais do que a beleza do ato, a gentileza, a vontade de justificar um bem-querer especial. Ganhar flores, pra mim, é receber um convite muito sincero a admirar a beleza da vida, de Deus, do existir. É um chamado à consciência para ser feliz com o mais simples que há, a olhar pra dentro de si, a mergulhar mais fundo dentro da própria alma – assumir um grau a mais do próprio conhecimento. Uma simples flor, tão pura, tão singela, me soa como um chamado de atenção que diz: “não perca tanto tempo com coisas menores quando há todo um mistério a se desbravar de dentro pra fora”. Ganhar flores é um sinal para se respirar mais fundo, sem culpa, sem medo, e olhar pra vida de uma forma diferente, autêntica, livre.
As flores, ao serem dadas de presente, são automaticamente carregadas pelos sentimentos vitais da amizade, do amor, da admiração, da gratidão e tudo o que se deseja passar a quem recebe esse lindo presente. Só que não pára por aí. Mais do que carregar sentimentos tão necessários, você leva pra dentro da casa dessa pessoa uma infinidade de intenções benditas que se espalham gradualmente com o perfume, a beleza e a presença inquestionável desse pedaço de natureza que ilumina qualquer ambiente e acalenta qualquer coração.
E quando um presente desse ainda vem acompanhado com a surpresa de um mistério, e mais tarde com uma revelação tão doce, o presente se torna eterno, assim como a amizade que jamais deixará de florescer no coração de quem foi tão ternamente lembrado e tão belamente homenageado.
Como as dificuldades da vida tornam-se pequenas diante de um lembrete desse! Um recado suave, porém gritante, que só faz dizer o quanto vale a pena estar vivo e encontrar pessoas incríveis, e sentir essa coisa louca, inexplicável e fantástica chamada AMIZADE.
Mi, seu presente, que veio carregado de sua presença – ainda mais, porque eu sempre te carrego em meu coração – encheu minha casa de alegria e minha alma de ESPERANÇA! E como eu estava carente desse sentimento! A surpresa foi linda e eu nunca irei esquecer, porém, foi mais especial ainda depois que eu descobri que vinha de você, minha grande amiga!
Milhões de vezes OBRIGADA! Tanto pela gentileza, quando pela lembrança, mas principalmente pela importância que você, e as flores que brotam no seu caminho, têm na minha vida. Estamos tão longe, mas eu nunca senti assim. De tantos amigos que estão por perto, você está entre os mais presentes, os mais sinceros e os mais necessários.
Jamais irei esquecer esse perfume que você espalhou no meu dia, no meu coração, na minha história.
Te amo!
Aliz
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Tudo aquilo que me condena
Ronda no ar aquele fluído diferente.
Há quanto tempo não o via!
Pensei até que nunca mais voltasse,
Que nunca mais o sentiria.
Conformei-me com as amenidades
E imaginei-me até refeita dos pecados.
Acreditei que a ausência dessas sensações
Tivesse me livrado.
Mas os descaminhos me atraem,
Já me conformei com essa verdade.
O comum não transporta para o universo
Das paixões que povoam a eternidade.
Tem um cheiro, um gosto,
Um perigo... pura magia!
É mistério, medo e pecado,
Emoções que não se vive todo dia.
Que destino terei eu
Por essa propensão ao clandestino?
Mas que culpa tenho eu
Se é o que escreveu o meu destino?
Não são leves as punições
Que tais deslizes aplicam durante a vida.
Longos períodos de solidão, ostracismo
E muitas, muitas outras feridas.
Dói no ego de mulher,
Pesa no âmago cada impossibilidade.
Tudo polui o liquido do corpo,
Escorre da alma o veneno mortal dessa afinidade.
Mas é sedutor, irresistível!
Tão voraz, intenso, impetuoso.
Me faz até mais altiva.
Inconfundível , como tudo que é perigoso.
É que esse fluído de vida
Não se compara a nenhum outro.
Cada um tem seu ponto fraco, desalinho,
E cá estou eu confirmando o meu de novo .












